{"id":10403,"date":"2025-04-15T19:23:12","date_gmt":"2025-04-15T22:23:12","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=10403"},"modified":"2025-04-15T19:23:13","modified_gmt":"2025-04-15T22:23:13","slug":"simplificacao-do-licenciamento-ambiental-no-rs-so-vale-para-atividades-de-pequeno-impacto-decide-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/simplificacao-do-licenciamento-ambiental-no-rs-so-vale-para-atividades-de-pequeno-impacto-decide-stf\/","title":{"rendered":"Simplifica\u00e7\u00e3o do licenciamento ambiental no RS s\u00f3 vale para atividades de pequeno impacto, decide STF\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><em>Decis\u00e3o foi por maioria. Corte validou outros pontos da norma estadual<\/em><\/p><p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a simplifica\u00e7\u00e3o do processo de licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul s\u00f3 se aplica a atividades de pequeno potencial de impacto ambiental. A Corte tamb\u00e9m declarou inconstitucional um tipo de licen\u00e7a que flexibiliza o procedimento para atividades que j\u00e1 est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o, caso tenham sido descumpridos prazos ou etapas do licenciamento.\u00a0\u00a0<\/p><p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noticias-stf-wp-prd.s3.sa-east-1.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/wpallimport\/uploads\/2025\/03\/18145220\/Fellipe-Sampaio-Revista-Suprema-4-scaled.jpg\" alt=\"A imagem mostra colunas de m\u00e1rmore curvadas, formando parte da estrutura arquitet\u00f4nica moderna da Fachada do STF.\"><em>Foto: Fellipe Sampaio\/STF<\/em><\/p><p>A decis\u00e3o foi tomada por maioria de votos, no julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6062192\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(ADI) 6618<\/a><\/strong>, na sess\u00e3o virtual finalizada em 4\/4. No processo, a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) questionava a validade de diversos trechos do C\u00f3digo Estadual do Meio Ambiente (Lei 15.434\/2020) e da pol\u00edtica agr\u00edcola estadual para florestas plantadas (Lei 14.961\/2016).&nbsp;<\/p><p>A maioria do Plen\u00e1rio acompanhou a posi\u00e7\u00e3o do relator, ministro Cristiano Zanin. Segundo ele, a legisla\u00e7\u00e3o federal, fundamentada diretamente na Constitui\u00e7\u00e3o, estabelece que os procedimentos simplificados para licenciamento ambiental devem ser destinados apenas a empreendimentos ou atividades de pequeno potencial poluidor ou degradador do meio ambiente.&nbsp;<\/p><p>Zanin observou que, de acordo com regula\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a simplifica\u00e7\u00e3o deve ser aplicada de forma excepcional. Contudo, as normas ga\u00fachas flexibilizaram indevidamente a concess\u00e3o do licenciamento, ao n\u00e3o listar quais atividades poderiam ser autorizadas por meio das licen\u00e7as mais simples.&nbsp;<\/p><h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conv\u00eanios e responsabilidade de servidores&nbsp;<\/strong><\/h5><p>Por maioria, os ministros declararam inconstitucional outro trecho do C\u00f3digo de Meio Ambiente do RS que autoriza a contrata\u00e7\u00e3o de pessoas ou empresas ou a assinatura de conv\u00eanios e parcerias para auxiliar no licenciamento. Segundo Zanin, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel delegar essa tarefa. \u201cA norma abre margem para que terceiros, que n\u00e3o servidores p\u00fablicos, realizem atos que envolvam o exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00f5es tipicamente p\u00fablicas\u201d, explicou.<\/p><p>J\u00e1 o ponto que delimita o alcance da responsabilidade pessoal dos servidores estaduais no exerc\u00edcio das compet\u00eancias ambientais foi considerado constitucional. De acordo com o relator, a limita\u00e7\u00e3o da responsabiliza\u00e7\u00e3o dos agentes p\u00fablicos aos casos de dolo e de culpa por erro grosseiro n\u00e3o viola a Constitui\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p><p>Tamb\u00e9m foi invalidado o trecho que estabeleceu licenciamento simplificado para atividades de m\u00e9dio ou alto potencial degradador do meio ambiente, desde que seja feito o cadastro florestal e caso estejam enquadradas na defini\u00e7\u00e3o de porte m\u00ednimo (30 a 40 hectares) e a norma que estabelece regras diferenciadas para o licenciamento de projetos de silvicultura (cultivo e manejo de florestas).&nbsp;&nbsp;<\/p><p>Seguiram integralmente o relator a ministra C\u00e1rmen L\u00facia e os ministros Alexandre de Moraes, Fl\u00e1vio Dino, Lu\u00eds Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux.&nbsp;<\/p><p>Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Nunes Marques divergiram parcialmente.&nbsp;<\/p><p><strong>Fonte: STF<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a simplifica\u00e7\u00e3o do processo de licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul s\u00f3 se aplica a atividades de pequeno potencial de impacto ambiental. 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