{"id":14083,"date":"2025-08-28T12:36:41","date_gmt":"2025-08-28T15:36:41","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=14083"},"modified":"2025-08-28T12:37:45","modified_gmt":"2025-08-28T15:37:45","slug":"para-quarta-turma-penhora-previa-e-etapa-indispensavel-na-adjudicacao-de-bens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/para-quarta-turma-penhora-previa-e-etapa-indispensavel-na-adjudicacao-de-bens\/","title":{"rendered":"Para Quarta Turma do STJ, penhora pr\u00e9via \u00e9 etapa indispens\u00e1vel na adjudica\u00e7\u00e3o de bens"},"content":{"rendered":"<ul class=\"wp-block-list\"><li><em><strong>Resumo em linguagem simples<\/strong><\/em><\/li>\n\n<li><em>Adjudica\u00e7\u00e3o \u00e9 o ato da Justi\u00e7a que transfere a propriedade e a posse de um bem para outra pessoa. Neste julgamento, o STJ anulou a adjudica\u00e7\u00e3o, para o credor, de parte de um im\u00f3vel pertencente \u00e0 devedora, pois n\u00e3o houve penhora pr\u00e9via do bem. Segundo o tribunal, a penhora \u00e9 uma fase indispens\u00e1vel em qualquer procedimento de expropria\u00e7\u00e3o. Entre outras coisas, a penhora d\u00e1 uma oportunidade ao devedor de alegar eventual condi\u00e7\u00e3o de bem de fam\u00edlia, que torna o im\u00f3vel impenhor\u00e1vel.<\/em><\/li><\/ul><p>A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que a penhora \u00e9 ato processual pr\u00e9vio e necess\u00e1rio \u00e0 adjudica\u00e7\u00e3o de bens. Em julgamento un\u00e2nime, o colegiado reconheceu a nulidade de uma adjudica\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel feita diretamente, sem a fase anterior da penhora, e refor\u00e7ou que esta \u00e9 requisito indispens\u00e1vel para qualquer forma de expropria\u00e7\u00e3o.<\/p><p>No caso analisado, diante do n\u00e3o pagamento de d\u00edvida reconhecida judicialmente, o credor requereu a adjudica\u00e7\u00e3o da parte do im\u00f3vel \u2013 antes uma copropriedade \u2013 pertencente \u00e0 executada, a qual impugnou o pedido alegando n\u00e3o ter havido penhora pr\u00e9via. O ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia deferiu a adjudica\u00e7\u00e3o, ao fundamento de que, por se tratar de aliena\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de bem em copropriedade, o exequente teria o direito de prefer\u00eancia e a penhora seria, ent\u00e3o, dispens\u00e1vel.<\/p><p>Ao manter a decis\u00e3o, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) observou ainda que a executada n\u00e3o demonstrou que a adjudica\u00e7\u00e3o sem penhora tenha lhe causado algum preju\u00edzo.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\">Aus\u00eancia de penhora viola o devido processo legal<\/h2><p>No entanto, a Quarta Turma do STJ entendeu que a penhora \u00e9 uma etapa obrigat\u00f3ria e estruturante do processo executivo. Segundo o relator do&nbsp;recurso especial, ministro Antonio Carlos Ferreira, a dispensa da penhora n\u00e3o viola apenas a legisla\u00e7\u00e3o processual, que estabelece a sequ\u00eancia penhora-avalia\u00e7\u00e3o-expropria\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o princ\u00edpio do devido processo legal, previsto no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm#art5LIV\">artigo 5\u00ba, inciso LIV, da Constitui\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p><p>&#8220;A penhora n\u00e3o \u00e9 uma formalidade dispens\u00e1vel. Ela garante a publicidade do ato, permite a avalia\u00e7\u00e3o do bem, assegura o contradit\u00f3rio e protege o direito de terceiros. Sua aus\u00eancia compromete a&nbsp;legitimidade&nbsp;da expropria\u00e7\u00e3o e configura nulidade absoluta&#8221;, afirmou o relator em seu voto.<\/p><p>No entendimento do ministro, a expropria\u00e7\u00e3o direta seria ainda especialmente prejudicial na hip\u00f3tese de bem de fam\u00edlia, pois o executado ficaria impedido de invocar a impenhorabilidade prevista na Lei 8.009\/1990.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\">Texto legal evidencia que penhora \u00e9 indispens\u00e1vel<\/h2><p>Antonio Carlos Ferreira apontou que a necessidade da penhora pr\u00e9via &#8220;decorre da pr\u00f3pria natureza da execu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada e do sistema de expropria\u00e7\u00e3o nela previsto&#8221;. No cumprimento de&nbsp;senten\u00e7a&nbsp;\u2013 acrescentou \u2013, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art523\">artigo 523, par\u00e1grafo 3\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC)<\/a>&nbsp;estabelece &#8220;uma ordem cronol\u00f3gica inafast\u00e1vel&#8221;: primeiro a penhora e avalia\u00e7\u00e3o, depois os atos expropriat\u00f3rios.<\/p><p>Al\u00e9m disso, o relator esclareceu que o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art825\">artigo 825, inciso I, do CPC<\/a>, que prev\u00ea a adjudica\u00e7\u00e3o como uma forma de expropria\u00e7\u00e3o, deve ser interpretado conjuntamente com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art876\">artigo 876 da mesma lei<\/a>, segundo o qual &#8220;\u00e9 l\u00edcito ao exequente, oferecendo pre\u00e7o n\u00e3o inferior ao da avalia\u00e7\u00e3o, requerer que lhe sejam adjudicados os bens penhorados&#8221;. Para o ministro, &#8220;a refer\u00eancia expressa a &#8216;bens penhorados&#8217; evidencia que a penhora \u00e9 pressuposto processual indispens\u00e1vel para a adjudica\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p><p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=329068057&amp;registro_numero=202202315052&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20250818&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.200.180<\/a>.<\/p><p><strong>Esta not\u00edcia refere-se ao(s)&nbsp;<\/strong><strong>processo(s):<\/strong><strong> <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%202200180\">REsp 2200180<\/a><\/strong><strong><\/strong><\/p><p><strong>Fonte: STJ<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que a penhora \u00e9 ato processual pr\u00e9vio e necess\u00e1rio \u00e0 adjudica\u00e7\u00e3o de bens. 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