{"id":14362,"date":"2025-09-12T13:54:18","date_gmt":"2025-09-12T16:54:18","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=14362"},"modified":"2025-09-12T13:54:19","modified_gmt":"2025-09-12T16:54:19","slug":"defensoria-publica-nao-pode-propor-acao-de-improbidade-decide-primeira-turma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/defensoria-publica-nao-pode-propor-acao-de-improbidade-decide-primeira-turma\/","title":{"rendered":"Defensoria P\u00fablica n\u00e3o pode propor a\u00e7\u00e3o de improbidade, decide Primeira Turma"},"content":{"rendered":"<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>Resumo em linguagem simples<\/em><\/strong><\/li>\n\n<li><em>O STJ decidiu que a Defensoria P\u00fablica n\u00e3o pode propor a\u00e7\u00e3o de improbidade. Isso porque a lei que passou a admitir que a Defensoria seja autora de a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas em geral n\u00e3o estendeu essa possibilidade \u00e0s a\u00e7\u00f5es de improbidade (que s\u00e3o um tipo espec\u00edfico de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica). Com esse entendimento, o STJ rejeitou o recurso da Defensoria P\u00fablica de S\u00e3o Paulo em um processo que apura a suposta pr\u00e1tica de tortura dentro de um pres\u00eddio.<\/em><\/li><\/ul><p>A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por maioria de votos, decidiu que a Defensoria P\u00fablica n\u00e3o tem&nbsp;legitimidade&nbsp;para propor&nbsp;a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p><p>Com esse entendimento, o colegiado rejeitou o&nbsp;recurso especial&nbsp;interposto pela Defensoria P\u00fablica de S\u00e3o Paulo (DPSP) em processo que apura a suposta pr\u00e1tica de tortura dentro de um pres\u00eddio, em a\u00e7\u00e3o coordenada por servidores da administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria estadual.<\/p><p>&#8220;A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2007\/lei\/l11448.htm\">Lei 11.448\/2007<\/a>&nbsp;alterou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L7347orig.htm#art5\">artigo 5\u00ba da Lei 7.347\/1985<\/a>&nbsp;para incluir a Defensoria P\u00fablica como legitimada ativa para a propositura da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em sentido largo; mas, podendo, n\u00e3o alterou a&nbsp;legitimidade&nbsp;para a propositura de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica regida pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8429.htm\">Lei 8.429\/1992 (Lei de Improbidade Administrativa)<\/a>, cujo objeto espec\u00edfico \u00e9 a condena\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica de atos \u00edmprobos&#8221;, destacou o ministro Gurgel de Faria, autor do voto que prevaleceu na turma.<\/p><p>A quest\u00e3o foi analisada pelo Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo ap\u00f3s&nbsp;apela\u00e7\u00e3o&nbsp;da DPSP. Segundo a corte estadual, a&nbsp;legitimidade&nbsp;para ajuizar a\u00e7\u00e3o de improbidade passou a ser exclusiva do Minist\u00e9rio P\u00fablico com a edi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2021\/lei\/l14230.htm\">Lei 14.230\/2021<\/a>, a qual alterou a Lei de Improbidade Administrativa.<\/p><p>Ao STJ, a DPSP argumentou que a a\u00e7\u00e3o de improbidade \u00e9 uma esp\u00e9cie de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica dedicada \u00e0 tutela do patrim\u00f4nio p\u00fablico e da moralidade administrativa, e sua atua\u00e7\u00e3o nesses casos busca complementar o trabalho do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Ela sustentou ainda que a entrada em vigor da Lei 14.230\/2021 fragilizou a prote\u00e7\u00e3o desses interesses, pois restringiu o rol de legitimados ativos e os atos \u00edmprobos pass\u00edveis de tutela coletiva.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7as entre a a\u00e7\u00e3o de improbidade e a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica geral<\/h2><p>De acordo com Gurgel de Faria, a a\u00e7\u00e3o de improbidade e a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica geral, regida pela Lei 7.347\/1985, possuem algumas semelhan\u00e7as, como o fato de serem instrumentos de prote\u00e7\u00e3o de direitos transindividuais, mas funcionam de maneiras diferentes.<\/p><p>&#8220;As a\u00e7\u00f5es de improbidade s\u00e3o revestidas de car\u00e1ter punitivo\/sancionador pr\u00f3prio, sem equivalente na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica geral, e por isso aquela \u00e9 regida por regras especiais, inclusive no que concerne \u00e0&nbsp;legitimidade&nbsp;ativa&#8221;, explicou o ministro.<\/p><p>Gurgel de Faria acrescentou que esse aspecto ficou claro depois das altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei 14.230\/2021, que passou a admitir a convers\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de improbidade em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, nos moldes da Lei 7.347\/1985. Para o magistrado, a altera\u00e7\u00e3o mostra que o tratamento legal &#8220;\u00e9 efetivamente distinto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s a\u00e7\u00f5es, pois, do contr\u00e1rio, n\u00e3o haveria a necessidade de &#8216;convers\u00e3o'&#8221;.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\">STF n\u00e3o estendeu&nbsp;legitimidade&nbsp;ativa \u00e0 Defensoria P\u00fablica<\/h2><p>O ministro tamb\u00e9m fez uma distin\u00e7\u00e3o do caso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 discuss\u00e3o das ADIs&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6315635\">7.042<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6315955\">7.043<\/a>, nas quais o Supremo Tribunal Federal (STF) restabeleceu a&nbsp;legitimidade&nbsp;ativa concorrente e disjuntiva, entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico e as pessoas jur\u00eddicas interessadas, para a proposi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de improbidade e para a celebra\u00e7\u00e3o de acordos de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o civil.<\/p><p>&#8220;Acontece que esse julgamento, no que se refere \u00e0 a\u00e7\u00e3o de improbidade, somente admitiu a&nbsp;legitimidade&nbsp;ativa concorrente entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico e a pessoa jur\u00eddica supostamente lesada pelo ato \u00edmprobo, sem que tenha estendido tal amplia\u00e7\u00e3o (da&nbsp;legitimidade) \u00e0 Defensoria P\u00fablica&#8221;, esclareceu o ministro.<\/p><p>Por fim, o autor do voto vencedor ressaltou que a convers\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de improbidade em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, prevista no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8429.htm#art17%C2%A716\">artigo 17, par\u00e1grafo 16, da Lei 8.429\/1992<\/a>, deve ocorrer no primeiro&nbsp;grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, antes da&nbsp;senten\u00e7a, estando sujeita ao recurso de&nbsp;agravo de instrumento.<\/p><p><em>O n\u00famero deste processo n\u00e3o \u00e9 divulgado em raz\u00e3o de&nbsp;segredo&nbsp;judicial<\/em>.<\/p><p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2025\/11092025-Defensoria-Publica-nao-pode-propor-acao-de-improbidade--decide-Primeira-Turma.aspx#pstj_elContTitNoticia\">Voltar para o in\u00edcio da not\u00edcia<\/a><\/p><p>Saiba o significado de termos publicados nesta not\u00edcia:<\/p><p><strong>Fonte: STJ<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por maioria de votos, decidiu que a Defensoria P\u00fablica n\u00e3o tem\u00a0legitimidade\u00a0para propor\u00a0a\u00e7\u00e3o de improbidade 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