{"id":14747,"date":"2025-09-29T12:20:47","date_gmt":"2025-09-29T15:20:47","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=14747"},"modified":"2025-09-29T12:20:48","modified_gmt":"2025-09-29T15:20:48","slug":"remuneracao-paga-a-jovem-aprendiz-integra-base-de-calculo-das-contribuicoes-previdenciarias-patronais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/remuneracao-paga-a-jovem-aprendiz-integra-base-de-calculo-das-contribuicoes-previdenciarias-patronais\/","title":{"rendered":"Remunera\u00e7\u00e3o paga a jovem aprendiz integra base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias patronais"},"content":{"rendered":"<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>Resumo em linguagem simples<\/em><\/strong><\/li>\n\n<li><em>O STJ definiu que o jovem aprendiz \u00e9 considerado empregado e recebe remunera\u00e7\u00e3o destinada a retribuir o seu trabalho; dessa forma, o valor dessa remunera\u00e7\u00e3o deve ser inclu\u00eddo na base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal e de outras contribui\u00e7\u00f5es adicionais pagas pela empresa, como a GIIL-RAT, que gera recursos para a aposentadoria especial e os benef\u00edcios decorrentes de acidentes do trabalho, e as contribui\u00e7\u00f5es a terceiros, como as que financiam as entidades do Sistema S (Senai e Senac, por exemplo). Como o julgamento foi no rito dos recursos repetitivos, a decis\u00e3o deve ser seguida por todo o Poder Judici\u00e1rio.\u00a0<\/em><\/li><\/ul><p>\u200bEm julgamento sob o rito dos recursos&nbsp;repetitivos, a Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) fixou a tese de que &#8220;a remunera\u00e7\u00e3o decorrente do contrato de aprendizagem (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del5452.htm#art428\">artigo 428 da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho \u2013 CLT<\/a>) integra a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, da Contribui\u00e7\u00e3o do Grau de Incid\u00eancia de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (GIIL-RAT) e das contribui\u00e7\u00f5es a terceiros&#8221;.<\/p><p>A relatora do&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1342&amp;cod_tema_final=1342\">Tema 1.342<\/a>, ministra Maria Thereza de Assis Moura, explicou que a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia passava por definir se a contrapresta\u00e7\u00e3o do trabalho do aprendiz pode ser qualificada como sal\u00e1rio e remunera\u00e7\u00e3o, na forma da legisla\u00e7\u00e3o de custeio da seguridade social.<\/p><p>A ministra observou que o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm#art195i\">artigo 195, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>&nbsp;apontava a folha de sal\u00e1rios como fonte de custeio da seguridade social; contudo, a Emenda Constitucional 20\/1998 excluiu os valores pagos no contexto de rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o empregat\u00edcias, seguindo orienta\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) no&nbsp;Recurso Extraordin\u00e1rio&nbsp;166.772.<\/p><p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8212cons.htm#art22i\">artigo 22, I e II, da Lei 8.212\/1991<\/a>&nbsp;\u2013 acrescentou a relatora \u2013 passou a prever que a contribui\u00e7\u00e3o do empregador e o adicional para financiamento da aposentadoria especial incidem sobre as remunera\u00e7\u00f5es de empregados e de trabalhadores avulsos, &#8220;destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma&#8221;.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\">Jovem aprendiz \u00e9 empregado e recebe remunera\u00e7\u00e3o<\/h2><p>De acordo com Maria Thereza de Assis Moura, tanto a Secretaria Especial da Receita Federal quanto o artigo 428 da CLT consideram que o contrato de aprendizagem \u00e9 um contrato de trabalho. Al\u00e9m disso, lembrou que o reconhecimento de direitos previdenci\u00e1rios ao adolescente \u00e9 assegurado pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8069.htm#art65\">artigo 65 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente<\/a>.<\/p><p>Na avalia\u00e7\u00e3o da relatora, n\u00e3o se sustenta o argumento de que o contrato de aprendizagem n\u00e3o gera uma rela\u00e7\u00e3o de emprego, nem o de que o aprendiz \u00e9 segurado facultativo, na forma do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8212cons.htm#art14\">artigo 14 da Lei 8.212\/1991<\/a>&nbsp;e de seu correspondente&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8213cons.htm#art13\">artigo 13 da Lei 8.213\/1991<\/a>. Esses dispositivos, alertou, apenas trazem uma idade m\u00ednima para a filia\u00e7\u00e3o como facultativo.<\/p><p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ver neles a indica\u00e7\u00e3o de que a pessoa com menos de 18 anos necessariamente \u00e9 segurada facultativa. A forma de filia\u00e7\u00e3o de tal pessoa que tenha um contrato de trabalho ser\u00e1 a de empregado. Portanto, esses dispositivos n\u00e3o impedem que a forma de filia\u00e7\u00e3o do aprendiz seja a de empregado \u2013 segurado obrigat\u00f3rio e, portanto, n\u00e3o facultativo&#8221;, disse.<\/p><p>Do mesmo modo, a relatora ressaltou que o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/1965-1988\/del2318.htm\">par\u00e1grafo 4\u00ba do artigo 4\u00ba do Decreto-Lei 2.318\/1986<\/a>&nbsp;exclui apenas os &#8220;menores assistidos&#8221; da base de c\u00e1lculo de encargos previdenci\u00e1rios, os quais n\u00e3o se confundem com o aprendiz, que \u00e9 empregado e recebe remunera\u00e7\u00f5es (sal\u00e1rio e outras verbas).<\/p><p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=330100200&amp;registro_numero=202403217423&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20250819&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.191.479<\/a>.<\/p><p><strong>Esta not\u00edcia refere-se ao(s)&nbsp;<\/strong><strong>processo(s):<\/strong><strong> <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%202191479\">REsp 2191479<\/a>; <a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%202191694\">REsp 2191694<\/a>.<\/strong><strong><\/strong><\/p><p><strong>Fonte: STJ<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O STJ definiu que o jovem aprendiz \u00e9 considerado empregado e recebe remunera\u00e7\u00e3o destinada a retribuir o seu trabalho; dessa forma, o valor dessa remunera\u00e7\u00e3o deve ser inclu\u00eddo na base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal e de outras contribui\u00e7\u00f5es adicionais pagas pela empresa, como a GIIL-RAT, que gera recursos para a aposentadoria especial e os benef\u00edcios decorrentes de acidentes do trabalho, e as contribui\u00e7\u00f5es a terceiros, como as que financiam as entidades do Sistema S (Senai e Senac, por exemplo). 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