{"id":16459,"date":"2025-12-19T12:44:05","date_gmt":"2025-12-19T15:44:05","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=16459"},"modified":"2025-12-19T12:44:06","modified_gmt":"2025-12-19T15:44:06","slug":"stf-reconhece-existencia-de-racismo-estrutural-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/stf-reconhece-existencia-de-racismo-estrutural-no-brasil\/","title":{"rendered":"STF reconhece exist\u00eancia de racismo estrutural no Brasil\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-center\"><em>Foto: Gustavo Moreno\/STF<\/em><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em><strong>Decis\u00e3o un\u00e2nime determina\u00a0ao poder p\u00fablico a ado\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias para superar desigualdades<\/strong><\/em><\/p><p>Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a exist\u00eancia de\u00a0racismo estrutural no Brasil e a ocorr\u00eancia de graves viola\u00e7\u00f5es a preceitos fundamentais. O julgamento da\u00a0Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6404537\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(ADPF)\u00a0973<\/a><\/strong>\u00a0foi\u00a0conclu\u00eddo\u00a0pelo Plen\u00e1rio na sess\u00e3o desta quinta-feira (18\/12\/2025).\u00a0<\/p><p>A decis\u00e3o determina ao poder p\u00fablico a ado\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias.&nbsp;Entre elas est\u00e3o a&nbsp;revis\u00e3o ou a elabora\u00e7\u00e3o de um novo plano&nbsp;de&nbsp;combate&nbsp;ao&nbsp;racismo estrutural&nbsp;e&nbsp;a&nbsp;revis\u00e3o de procedimentos&nbsp;de acesso, por meio de cotas, \u00e0s oportunidades de educa\u00e7\u00e3o e emprego&nbsp;em fun\u00e7\u00e3o de&nbsp;ra\u00e7a e cor.&nbsp;\u00d3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio, dos Minist\u00e9rios P\u00fablicos, das Defensorias P\u00fablicas e das pol\u00edcias devem criar&nbsp;protocolos de atua\u00e7\u00e3o e atendimento de pessoas negras,&nbsp;para&nbsp;melhor acolhimento institucional e enfrentamento de disparidades raciais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p><p>A ADPF 973&nbsp;foi apresentada&nbsp;por sete partidos pol\u00edticos&nbsp;(PT, PSOL, PSB, PCdoB, Rede Sustentabilidade, PDT e PV), que pediam&nbsp;o reconhecimento da viola\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos direitos fundamentais da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil&nbsp;(estado de coisas inconstitucional)&nbsp;e a ado\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias para superar o quadro.&nbsp;<\/p><p><strong>Correntes<\/strong>&nbsp;<\/p><p>O relator da a\u00e7\u00e3o, ministro Luiz&nbsp;Fux,&nbsp;apresentou seu voto em novembro,&nbsp;no sentido da exist\u00eancia do racismo estrutural. Hoje, ele reajustou seu entendimento para afastar o reconhecimento do estado de coisas inconstitucional,&nbsp;categoria jur\u00eddica aplicada a situa\u00e7\u00f5es de viola\u00e7\u00e3o massiva, persistente e estrutural de direitos fundamentais,&nbsp;decorrentes de falhas reiteradas do poder p\u00fablico.&nbsp;<\/p><p>Essa corrente, formada tamb\u00e9m pelos&nbsp;ministros Cristiano Zanin, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Dias&nbsp;Toffoli&nbsp;e Gilmar Mendes,&nbsp;considera que h\u00e1&nbsp;graves viola\u00e7\u00f5es e adere&nbsp;\u00e0s provid\u00eancias, mas entende&nbsp;que um conjunto de medidas j\u00e1 adotadas ou em andamento&nbsp;para&nbsp;sanar as omiss\u00f5es hist\u00f3ricas&nbsp;afasta&nbsp;o estado de coisas inconstitucional.&nbsp;&nbsp;<\/p><p>J\u00e1&nbsp;a&nbsp;corrente formada pelos&nbsp;ministros&nbsp;Fl\u00e1vio Dino&nbsp;e Edson Fachin e&nbsp;pela ministra&nbsp;C\u00e1rmen&nbsp;L\u00facia admite que h\u00e1 uma omiss\u00e3o estatal sist\u00eamica no enfrentamento das viola\u00e7\u00f5es de direitos da popula\u00e7\u00e3o negra e reconhece&nbsp;o&nbsp;estado de coisas inconstitucional decorrente do racismo estrutural e institucional.&nbsp;&nbsp;<\/p><p><strong>Votos de hoje&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p><p>O julgamento foi conclu\u00eddo na sess\u00e3o de hoje com os votos dos ministros Gilmar Mendes e Edson Fachin.&nbsp;<\/p><p>Segundo Mendes, a pr\u00f3pria jurisprud\u00eancia do STF demonstra que o racismo no Brasil tem uma dimens\u00e3o hist\u00f3rica e social que o torna estrutural e gera, de forma consciente ou inconsciente, preju\u00edzos sistem\u00e1ticos a grupos minorit\u00e1rios.&nbsp;Essa din\u00e2mica afeta de maneira desproporcional a popula\u00e7\u00e3o negra e se manifesta tamb\u00e9m nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, o que caracteriza o racismo institucional.&nbsp;O&nbsp;ministro Gilmar Mendes&nbsp;votou&nbsp;para que o Tribunal declarasse&nbsp;a omiss\u00e3o do Executivo&nbsp;federal no enfrentamento do racismo institucional&nbsp;e para&nbsp;a elabora\u00e7\u00e3o de&nbsp;um plano nacional de enfrentamento ao&nbsp;problema,&nbsp;em coordena\u00e7\u00e3o com os demais entes federativos e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil,&nbsp;prevendo metas, etapas e mecanismos de monitoramento.&nbsp;<\/p><p>O&nbsp;presidente do STF, ministro Edson&nbsp;Fachin,&nbsp;reconheceu o&nbsp;estado de coisas inconstitucional&nbsp;e votou para&nbsp;que a Uni\u00e3o revise e atualize o Plano Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial. Segundo ele, embora existam a\u00e7\u00f5es estatais em curso, elas t\u00eam se mostrado insuficientes para enfrentar as desigualdades persistentes no pa\u00eds.&nbsp;<\/p><p>Para&nbsp;Fachin, essa insufici\u00eancia mant\u00e9m o racismo como um problema estrutural, que impede a popula\u00e7\u00e3o negra de exercer plenamente a cidadania e compromete a consolida\u00e7\u00e3o da democracia. Diante disso, o ministro defendeu a ado\u00e7\u00e3o de medidas complexas e transforma\u00e7\u00f5es estruturais, com resposta institucional coordenada entre os Poderes e os entes federativos. A atua\u00e7\u00e3o,&nbsp;segundo ele, deve envolver diversos \u00f3rg\u00e3os, com possibilidade de aloca\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos e formula\u00e7\u00e3o ou revis\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, sob supervis\u00e3o.&nbsp;<\/p><p><em>(Edilene Cordeiro\/CR\/\/CF)&nbsp;<\/em><\/p><p>Leia mais:&nbsp;<\/p><p>27\/11\/2025 \u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/maioria-do-plenario-reconhece-violacoes-graves-a-preceitos-fundamentais-da-populacao-negra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STF tem oito votos para reconhecer viola\u00e7\u00f5es graves a direitos da popula\u00e7\u00e3o negra<\/a>&nbsp;<\/p><p><strong>Fonte: STF<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a exist\u00eancia de\u00a0racismo estrutural no Brasil e a ocorr\u00eancia de graves viola\u00e7\u00f5es a preceitos fundamentais. 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