{"id":18954,"date":"2026-06-19T16:59:27","date_gmt":"2026-06-19T19:59:27","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=18954"},"modified":"2026-06-19T16:59:28","modified_gmt":"2026-06-19T19:59:28","slug":"tce-multa-responsaveis-por-contrato-de-transporte-escolar-em-ouro-preto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/tce-multa-responsaveis-por-contrato-de-transporte-escolar-em-ouro-preto\/","title":{"rendered":"TCE multa respons\u00e1veis por contrato de transporte escolar em Ouro Preto"},"content":{"rendered":"<p><em>O munic\u00edpio de Ouro Preto est\u00e1 localizado na regi\u00e3o Central do estado<\/em><\/p><p>Na sess\u00e3o da Segunda C\u00e2mara dessa ter\u00e7a-feira (16\/6\/2026), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) julgou\u00a0<strong>parcialmente procedente<\/strong>\u00a0a representa\u00e7\u00e3o formulada pelo vereador da C\u00e2mara Legislativa de Ouro Preto, J\u00falio C\u00e9sar Ribeiro Gori, perante a prefeitura municipal, por supostas ilegalidades no\u00a0<strong>contrato administrativo n. 111953\/2022<\/strong>, firmado pelo munic\u00edpio de Ouro Preto e a Cooperativa de Servi\u00e7os de Transportes do Brasil (CSTB). O contrato se refere \u00e0 Ata de Registro de Pre\u00e7os n. 08\/22, Preg\u00e3o Eletr\u00f4nico n. 01\/22, para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de loca\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos com vistas ao atendimento do transporte escolar do munic\u00edpio.<\/p><p>A Segunda C\u00e2mara confirmou o entendimento do relator do processo n.<strong>1160614,&nbsp;<\/strong>conselheiro em exerc\u00edcios Hamilton Coelho, que, entre as poss\u00edveis irregularidades sugeridas pelo vereador, entendeu pertinente a&nbsp;<strong>falta de acompanhamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o do contrato<\/strong>, com grave infra\u00e7\u00e3o ao que disp\u00f5em os artigos 58 e 67 da ent\u00e3o vigente Lei n. 8.666\/93 e os artigos 62 e 63 da Lei n.4.320\/64, quanto ao poder\/dever da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica de fiscalizar.<\/p><p>Para o TCE, a comprova\u00e7\u00e3o de falta de acompanhamento caracteriza erro grosseiro que inviabiliza aferir se os servi\u00e7os foram de fato prestados. \u201cO contratado dever\u00e1 manter preposto, aceito pela Administra\u00e7\u00e3o, no local da obra ou servi\u00e7o, para represent\u00e1-lo na execu\u00e7\u00e3o do contrato&#8221;, afirma o relator ao fundamentar sua decis\u00e3o, e complementa que cabe \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o fiscalizar a execu\u00e7\u00e3o contratual (anotando a quilometragem registrada no od\u00f4metro, no caso em investiga\u00e7\u00e3o). \u201cConstata-se, portanto, inadequa\u00e7\u00e3o e fragilidade no regime de fiscaliza\u00e7\u00e3o do contrato, o que coloca em xeque o interesse p\u00fablico pela possibilidade de ocorr\u00eancia de pagamentos temer\u00e1rios\u201d, concluiu.<\/p><p>Tamb\u00e9m foi considerado procedente o apontamento envolvendo a escolha de&nbsp;<strong>ve\u00edculos de passeio e picapes em detrimento dos especializados para transporte escolar<\/strong>&nbsp;(vans, \u00f4nibus, micro-\u00f4nibus etc), sem que sequer houvesse comprova\u00e7\u00e3o de que os referidos ve\u00edculos tenham sido de fato utilizados no transporte escolar.<\/p><p>Alega\u00e7\u00f5es apresentadas, como \u201ca grande extens\u00e3o geogr\u00e1fica e a dispers\u00e3o das localidades exigem uma estrutura complexa para garantir o transporte escolar adequado\u201d, n\u00e3o foram capazes de derrubar o entendimento do TCE, que defende: \u201cpor via de regra, o transporte escolar \u00e9 prestado por ve\u00edculos de utiliza\u00e7\u00e3o coletiva, \u00e0 vista de suas \u00f3bvias vantagens em termos de escala, economicidade e seguran\u00e7a\u201d.<\/p><p>Dessa forma, o Tribunal de Contas aplicou multa no valor de R$ 7 mil \u00e0 secret\u00e1ria municipal adjunta de Educa\u00e7\u00e3o da epoca, S\u00edlvia Gabriel Teixeira, respons\u00e1vel por acompanhar e fiscalizar o contrato; tamb\u00e9m aplicou multas individuais no valor de R$ 5 mil \u00e0 ent\u00e3o secret\u00e1ria da Educa\u00e7\u00e3o, Deborah Etrusco Tavares, e \u00e0 superintendente de Administra\u00e7\u00e3o e Suprimentos naquele ano, Angeluce de Oliveira Carvalho, por n\u00e3o apresentarem motiva\u00e7\u00e3o ou justificativa id\u00f4nea na escolha dos ve\u00edculos at\u00edpicos para o transporte escolar.<\/p><p><em>Cabe recurso \u00e0 decis\u00e3o.<\/em>&nbsp;<\/p><p><strong>Fonte: TCE-MG<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sess\u00e3o da Segunda C\u00e2mara dessa ter\u00e7a-feira (16\/6\/2026), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) julgou\u00a0parcialmente procedente\u00a0a representa\u00e7\u00e3o formulada pelo vereador da C\u00e2mara Legislativa de Ouro Preto, J\u00falio C\u00e9sar Ribeiro Gori, perante a prefeitura municipal, por supostas ilegalidades no\u00a0contrato administrativo n. 111953\/2022, firmado pelo munic\u00edpio de Ouro Preto e a Cooperativa de Servi\u00e7os de Transportes do Brasil (CSTB). 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