{"id":22023,"date":"2026-08-20T14:27:45","date_gmt":"2026-08-20T17:27:45","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=22023"},"modified":"2026-08-20T14:27:46","modified_gmt":"2026-08-20T17:27:46","slug":"subcontratado-responde-de-forma-objetiva-perante-o-subcontratante-por-dano-em-carga-rodoviaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/subcontratado-responde-de-forma-objetiva-perante-o-subcontratante-por-dano-em-carga-rodoviaria\/","title":{"rendered":"Subcontratado responde de forma objetiva perante o subcontratante por dano em carga rodovi\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><strong>Resumo em linguagem simples<\/strong><\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li><em>O transportador tem responsabilidade objetiva perante o dono da carga \u2013 ou seja, ser\u00e1 obrigado a indeniz\u00e1-lo, independentemente de culpa, por qualquer preju\u00edzo durante o transporte. No caso julgado, a transportadora contratada pelo dono da carga subcontratou outra empresa, cujo caminh\u00e3o se envolveu em acidente. A subcontratada alegou que s\u00f3 teria de pagar indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 transportadora contratada originalmente se fosse provada sua culpa no acidente, mas o STJ entendeu que o subcontratado tamb\u00e9m tem responsabilidade objetiva em rela\u00e7\u00e3o ao subcontratante, pois a empresa que subcontrata outra para fazer o transporte assume perante ela a posi\u00e7\u00e3o de contratante, como se fosse o dono da carga.<\/em><\/li><\/ul><p>A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, por unanimidade, que a responsabilidade do subcontratado no transporte rodovi\u00e1rio de cargas, perante o subcontratante, \u00e9 objetiva. Para o colegiado, o subcontratante assume, nessa nova rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, a posi\u00e7\u00e3o de contratante em rela\u00e7\u00e3o ao subcontratado, como se fosse o propriet\u00e1rio da carga.<\/p><p>Com esse entendimento, a turma manteve&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;do Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1 (TJPR) que confirmou a condena\u00e7\u00e3o da transportadora subcontratada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o pela perda de uma carga de soja.<\/p><p>O relator, ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, explicou que a controv\u00e9rsia consistia em saber se a responsabilidade da subcontratada, no transporte rodovi\u00e1rio de cargas, seria objetiva tamb\u00e9m perante o subcontratante, e n\u00e3o apenas perante o dono da carga.<\/p><p>Segundo o ministro, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2007\/lei\/l11442.htm#art7\">artigo 7\u00ba da Lei 11.442\/2007<\/a>&nbsp;estabelece que a empresa de transporte rodovi\u00e1rio de cargas e o transportador aut\u00f4nomo assumem, &#8220;perante o contratante&#8221;, a responsabilidade pela execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o e pelos preju\u00edzos resultantes de perda, danos ou avarias da carga sob sua cust\u00f3dia.<\/p><p>&#8220;O dispositivo em exame, na sua literalidade, n\u00e3o define que a responsabilidade do transportador (contratado ou subcontratado) \u00e9 objetiva somente na rela\u00e7\u00e3o com o dono da carga, mas &#8216;perante o contratante&#8217;, de modo que aquele que subcontrata assume a posi\u00e7\u00e3o de contratante perante o subcontratado&#8221;, afirmou o relator.<\/p><p><strong>Sucess\u00e3o de contratos mant\u00e9m natureza da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica<\/strong><\/p><p>A a\u00e7\u00e3o foi movida por uma transportadora contra a empresa que ela subcontratou, ap\u00f3s o caminh\u00e3o que levava a soja tombar na estrada. O ju\u00edzo de primeiro grau condenou a r\u00e9 a indenizar o preju\u00edzo, decis\u00e3o mantida pela corte estadual. Ao STJ, a empresa recorrente alegou que s\u00f3 haveria&nbsp;responsabilidade objetiva&nbsp;do subcontratado perante o dono da carga; j\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao subcontratante, sua responsabilidade seria subjetiva, o que exigiria a an\u00e1lise da&nbsp;culpa&nbsp;do motorista pelo acidente.<\/p><p>Ao rejeitar a tese da recorrente, Villas B\u00f4as Cueva explicou que, no transporte com subcontrata\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma sucess\u00e3o de contratos: o primeiro, entre o dono da carga e o transportador principal; o segundo, entre o transportador principal e o subcontratado.<\/p><p>De acordo com o relator, essa estrutura n\u00e3o altera a natureza da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica. Salvo disposi\u00e7\u00e3o expressa em sentido contr\u00e1rio, o subcontrato conserva a natureza do contrato principal, e o subcontratante assume, perante o subcontratado, posi\u00e7\u00e3o equivalente \u00e0 do contratante origin\u00e1rio.<\/p><p><strong>L\u00f3gica do sistema n\u00e3o ampara alega\u00e7\u00f5es da recorrente<\/strong><\/p><p>&#8220;A leitura restritiva defendida pela recorrente, limitando a&nbsp;responsabilidade objetiva&nbsp;do contratado ou do subcontratado ao dono da carga, n\u00e3o se sustenta nem pela literalidade da lei nem pela l\u00f3gica do sistema&#8221;, destacou o ministro.<\/p><p>Para o relator, admitir&nbsp;responsabilidade subjetiva&nbsp;entre subcontratante e subcontratado criaria uma quebra de coer\u00eancia: o transportador principal responderia objetivamente perante o dono da carga, mas dependeria da prova de&nbsp;culpa&nbsp;para se ressarcir do subcontratado, o que enfraqueceria a aloca\u00e7\u00e3o de riscos pr\u00f3pria da atividade.<\/p><p>O ministro tamb\u00e9m ressaltou que o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2007\/lei\/l11442.htm#art8\">artigo 8\u00ba da Lei 11.442\/2007<\/a>&nbsp;refor\u00e7a essa interpreta\u00e7\u00e3o ao prever que o transportador responda pelas a\u00e7\u00f5es ou omiss\u00f5es de empregados, agentes, prepostos, contratados ou subcontratados, &#8220;como se essas a\u00e7\u00f5es ou omiss\u00f5es fossem pr\u00f3prias&#8221;.<\/p><p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=380633217&amp;registro_numero=202304185269&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20260624&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.236.189<\/a>.<\/p><p><strong>Esta not\u00edcia refere-se ao(s)&nbsp;processo(s): <a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%202236189\">REsp 2236189<\/a><\/strong><\/p><p><strong>Fonte: STJ<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O transportador tem responsabilidade objetiva perante o dono da carga \u2013 ou seja, ser\u00e1 obrigado a indeniz\u00e1-lo, independentemente de culpa, por qualquer preju\u00edzo durante o transporte. No caso julgado, a transportadora contratada pelo dono da carga subcontratou outra empresa, cujo caminh\u00e3o se envolveu em acidente. A subcontratada alegou que s\u00f3 teria de pagar indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 transportadora contratada originalmente se fosse provada sua culpa no acidente, mas o STJ entendeu que o subcontratado tamb\u00e9m tem responsabilidade objetiva em rela\u00e7\u00e3o ao subcontratante, pois a empresa que subcontrata outra para fazer o transporte assume perante ela a posi\u00e7\u00e3o de contratante, como se fosse o dono da carga.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":22024,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"postBodyCss":"","postBodyMargin":[],"postBodyPadding":[],"postBodyBackground":{"backgroundType":"classic","gradient":""},"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-22023","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22023"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22023"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22023\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22025,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22023\/revisions\/22025"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}