{"id":22129,"date":"2026-08-24T12:11:39","date_gmt":"2026-08-24T15:11:39","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=22129"},"modified":"2026-08-24T12:11:40","modified_gmt":"2026-08-24T15:11:40","slug":"stf-mantem-norma-que-obriga-o-transportador-a-contratar-seguro-de-carga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/stf-mantem-norma-que-obriga-o-transportador-a-contratar-seguro-de-carga\/","title":{"rendered":"STF mant\u00e9m norma que obriga o transportador a contratar seguro de carga\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><em>Foto: Marcelo C\u00e2mara\/Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p><p><strong><em>Por unanimidade, o Plen\u00e1rio entendeu que a regra corrige desequil\u00edbrios do modelo anterior e reduz a inseguran\u00e7a jur\u00eddica&nbsp;<\/em><\/strong><\/p><p>O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a validade da norma que obriga os transportadores a contratar seguro para o transporte de cargas e a elaborar plano de gerenciamento de riscos. A decis\u00e3o un\u00e2nime foi tomada no julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6822811\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>(ADI) 7579<\/strong><\/a>&nbsp;, na sess\u00e3o virtual encerrada em 18 de agosto.&nbsp;<\/p><p>As mudan\u00e7as questionadas foram feitas na Lei 11.442\/2007, que disp\u00f5e sobre o transporte de cargas, pela Lei 14.599\/2023. A nova legisla\u00e7\u00e3o tornou obrigat\u00f3ria a contrata\u00e7\u00e3o, pelo transportador, de tr\u00eas modalidades de seguro: o que cobre perdas ou danos \u00e0 carga decorrentes de acidentes, como acidentes, tombamento, inc\u00eandio e explos\u00e3o; o que cobre o desaparecimento da carga em casos como roubo, furto, apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita, estelionato e extors\u00e3o; e que cobre danos materiais e corporais causados \u200b\u200ba terceiros pelo ve\u00edculo utilizado no transporte.&nbsp;<\/p><p>Na a\u00e7\u00e3o, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) alegou que a mudan\u00e7a atribu\u00eda ao transportador a responsabilidade exclusiva pela contrata\u00e7\u00e3o dos seguros obrigat\u00f3rios sobre a carga. De acordo com a confedera\u00e7\u00e3o, o embarcador (que contrata o servi\u00e7o de transporte) normalmente tem mais informa\u00e7\u00f5es sobre a carga, as rotas, os locais de risco e o hist\u00f3rico de sinistrose est\u00e1 nas melhores condi\u00e7\u00f5es para contratar o seguro. &nbsp;<\/p><p>Ainda segundo a entidade, o novo sistema restringe a liberdade contratual, aumenta custos, reduz a efici\u00eancia do gerenciamento de riscos e pode prejudicar a seguran\u00e7a nas estradas.&nbsp;&nbsp;<\/p><h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Atua\u00e7\u00e3o Reguladora do Estado<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><\/h5><p>O Tribunal rejeitou o pedido. Ao acompanhar o voto do relator, o ministro Nunes Marques, a Corte entendeu que a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com a atua\u00e7\u00e3o reguladora do Estado e com as liberdades econ\u00f4micas. Para o relator, a norma n\u00e3o interfere indevidamente no mercado de seguros nem restringe de forma desproporcional a liberdade dos embarcadores.&nbsp;<\/p><h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Equil\u00edbrio entre transportador e embarcador<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><\/h5><p>Na avalia\u00e7\u00e3o do relator, a mudan\u00e7a foi necess\u00e1ria na raz\u00e3o dos custos operacionais do modelo anterior e pode reduzir a\u00e7\u00f5es judiciais relacionadas a indeniza\u00e7\u00f5es. Para o ministro, a regra anterior criou desequil\u00edbrio entre embarcadores e transportadores, inclusive no gerenciamento de riscos. &nbsp;<\/p><p>Ele observou que, embora n\u00e3o seja propriet\u00e1rio da mercadoria, o transportador \u00e9 respons\u00e1vel pelo servi\u00e7o e pela carga, al\u00e9m de ficar exposto a acidentes, danos e crimes. Por essa raz\u00e3o, essas raz\u00f5es s\u00e3o leg\u00edtimas para garantir ao transportador o direito de negociar e contratar seu pr\u00f3prio seguro, sem impedir o embarcador de contratar outras coberturas.&nbsp;<\/p><p><em>(Edilene Cordeiro\/CR\/\/JP,CF)&nbsp;&nbsp;<\/em><\/p><p>Leia mais&nbsp;&nbsp;<\/p><p>28\/12\/2023 \u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/cni-questiona-alteracao-no-regime-de-contratacao-de-seguro-de-cargas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNI questiona altera\u00e7\u00e3o no regime de contrata\u00e7\u00e3o de seguro de cargas Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;<\/p><p><strong>Fonte: STF<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>STF mant\u00e9m norma que obriga o transportador a contratar seguro de carga<br \/>\nPor unanimidade, o Plen\u00e1rio entendeu que a regra corrige desequil\u00edbrios do modelo anterior e reduz a inseguran\u00e7a jur\u00eddica<br \/>\nO Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a validade da norma que obriga os transportadores a contratar seguro para o transporte de cargas e a elaborar plano de gerenciamento de riscos. 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