{"id":22900,"date":"2026-10-13T11:10:17","date_gmt":"2026-10-13T14:10:17","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=22900"},"modified":"2026-10-13T11:10:18","modified_gmt":"2026-10-13T14:10:18","slug":"stf-valida-mais-tempo-gratuito-em-estacionamentos-para-pessoas-com-deficiencia-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/stf-valida-mais-tempo-gratuito-em-estacionamentos-para-pessoas-com-deficiencia-no-parana\/","title":{"rendered":"STF valida mais tempo gratuito em estacionamentos para pessoas com defici\u00eancia no Paran\u00e1\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><em>Foto: Tony Oliveira\/Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/em><\/p><p><strong><em>Por unanimidade, Plen\u00e1rio confirmou a constitucionalidade de norma estadual que assegura a PCDs o dobro do per\u00edodo concedido aos demais usu\u00e1rios&nbsp;<\/em><\/strong><\/p><p>O Supremo Tribunal Federal (STF) validou, nesta \u00faltima quinta-feira (8\/12\/2026), a lei do Estado do Paran\u00e1 que obriga estacionamentos privados a conceder tempo maior de perman\u00eancia gratuita a pessoas com defici\u00eancia (PCD). A decis\u00e3o foi tomada na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7441202\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>(ADI) 7901<\/strong><\/a>, com base no voto do relator, ministro Nunes Marques.&nbsp;<\/p><p>A Lei estadual 18.419\/2015 assegura \u00e0s PCDs um per\u00edodo de gratuidade equivalente ao dobro do concedido aos demais usu\u00e1rios. Nos estabelecimentos que n\u00e3o oferecem tempo m\u00ednimo gratuito, a norma garante pelo menos 30 minutos, a fim de facilitar o deslocamento dessas pessoas.&nbsp;<\/p><p>A lei foi questionada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O argumento era de que a lei invadia compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito civil. Na sess\u00e3o, a entidade sustentou tamb\u00e9m que a lei violava o direito \u00e0 propriedade e os princ\u00edpios da livre iniciativa e da livre concorr\u00eancia.&nbsp;&nbsp;<\/p><h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Prote\u00e7\u00e3o diferenciada<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><\/h5><p>Nunes Marques afirmou que a lei paranaense n\u00e3o fixa tabela de pre\u00e7os, n\u00e3o estabelece crit\u00e9rios gerais para o c\u00e1lculo das tarifas nem disciplina a remunera\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, atribui\u00e7\u00f5es privativas da Uni\u00e3o. A norma, segundo o relator, apenas institui uma obriga\u00e7\u00e3o especial dirigida a um grupo ao qual a Constitui\u00e7\u00e3o Federal confere prote\u00e7\u00e3o diferenciada.&nbsp;<\/p><p>O ministro destacou que o tempo adicional n\u00e3o \u00e9 um privil\u00e9gio ou uma vantagem indevida. Trata-se, segundo ele, de uma medida compensat\u00f3ria para proporcionar condi\u00e7\u00f5es mais equitativas de acesso aos estabelecimentos comerciais que n\u00e3o contrariam as normas federais sobre o assunto.&nbsp;<\/p><p>\u201cO deslocamento de, por exemplo, um cadeirante que vai a um shopping ou centro comercial \u00e9 mais dif\u00edcil\u201d, afirmou. \u201cA lei paranaense elasteceu o per\u00edodo concedido \u00e0s pessoas com defici\u00eancia, reconhecendo que esse grupo precisa, de fato, de mais tempo e que esse per\u00edodo adicional deve ser garantido de forma gratuita.\u201d&nbsp;<\/p><p>O entendimento do relator foi acompanhado pela unanimidade dos ministros presentes \u00e0 sess\u00e3o.&nbsp;<\/p><h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Express\u00e3o inconstitucional<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><\/h5><p>No entanto, o colegiado entendeu que a express\u00e3o \u201cp\u00fablicos\u201d, contida na lei, n\u00e3o pode ser aplicada a estacionamentos&nbsp;vinculados a \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos federais sediados no estado, para os quais cabe \u00e0 Uni\u00e3o estabelecer as regras.&nbsp;<\/p><p><em>(Gustavo Aguiar\/CR\/\/CF)&nbsp;<\/em><\/p><p>Leia mais:&nbsp;&nbsp;<\/p><p>24\/11\/2025 \u2013 <a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/shopping-centers-questionam-norma-do-parana-que-amplia-gratuidade-em-estacionamentos-para-pessoas-com-deficiencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Shopping centers questionam norma do Paran\u00e1 que amplia gratuidade em estacionamentos para pessoas com defici\u00eancia<\/a>&nbsp;<\/p><p><strong>Fonte: STF<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>STF valida mais tempo gratuito em estacionamentos para pessoas com defici\u00eancia no Paran\u00e1<br \/>\nPor unanimidade, Plen\u00e1rio confirmou a constitucionalidade de norma estadual que assegura a PCDs o dobro do per\u00edodo concedido aos demais usu\u00e1rios<br \/>\nO Supremo Tribunal Federal (STF) validou, nesta \u00faltima quinta-feira (8\/12\/2026), a lei do Estado do Paran\u00e1 que obriga estacionamentos privados a conceder tempo maior de perman\u00eancia gratuita a pessoas com defici\u00eancia (PCD). A decis\u00e3o foi tomada na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7901, com base no voto do relator, ministro Nunes Marques.<br \/>\nA Lei estadual 18.419\/2015 assegura \u00e0s PCDs um per\u00edodo de gratuidade equivalente ao dobro do concedido aos demais usu\u00e1rios. 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