{"id":22931,"date":"2026-10-13T13:38:39","date_gmt":"2026-10-13T16:38:39","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=22931"},"modified":"2026-10-13T13:38:40","modified_gmt":"2026-10-13T16:38:40","slug":"tce-determina-devolucao-de-r-994-mil-aos-cofres-de-ressaquinha-apos-desvio-de-recursos-publicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/tce-determina-devolucao-de-r-994-mil-aos-cofres-de-ressaquinha-apos-desvio-de-recursos-publicos\/","title":{"rendered":"TCE determina devolu\u00e7\u00e3o de R$ 994 mil aos cofres de Ressaquinha ap\u00f3s desvio de recursos p\u00fablicos"},"content":{"rendered":"<p><em>Ressaquinha, munic\u00edpio situado na Zona da Mata mineira<\/em><\/p><p>A Segunda C\u00e2mara do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) determinou que dois benefici\u00e1rios de transfer\u00eancias irregulares devolvam cerca de quase R$ 1 milh\u00e3o aos cofres da Prefeitura de Ressaquinha, na Zona da Mata Mineira. A decis\u00e3o foi tomada em 29\/9\/2026, no <strong>processo<\/strong>&nbsp;<strong>n.&nbsp; 1.114.773,&nbsp;<\/strong>relatado pelo conselheiro Gilberto Diniz, presidente do colegiado.<\/p><p>A investiga\u00e7\u00e3o apurou que, entre 2017 e 2020, mais de R$ 1,2 milh\u00e3o foi retirado de contas da prefeitura e transferido, sem justificativa legal ou cont\u00e1bil, para contas particulares da ent\u00e3o tesoureira municipal e de dois irm\u00e3os dela.&nbsp; Segundo o Tribunal, as transfer\u00eancias foram realizadas sem notas fiscais, contratos, comprovantes de despesas ou qualquer documento que justificasse a movimenta\u00e7\u00e3o do dinheiro p\u00fablico.<\/p><p>Quem ter\u00e1 de devolver os valores<\/p><p>Na decis\u00e3o, os conselheiros determinaram que:<\/p><ul class=\"wp-block-list\"><li>Carlos Alberto Gama de Lima devolva R$ 709.379,57;<\/li>\n\n<li>Neuza Maria Gama de Lima Neves devolva R$ 285.294,02.<\/li><\/ul><p>Os valores ainda ser\u00e3o corrigidos monetariamente e acrescidos de juros at\u00e9 o efetivo pagamento.&nbsp;<\/p><p>A decis\u00e3o tamb\u00e9m aplicou multa de R$ 5 mil ao ent\u00e3o superintendente de Contabilidade e Or\u00e7amento do munic\u00edpio, Renato C\u00e9sar Barbosa.&nbsp;Embora n\u00e3o tenha sido identificado qualquer benef\u00edcio financeiro por parte dele, o Tribunal concluiu que houve grave falha no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es. De acordo com o relator, a movimenta\u00e7\u00e3o irregular de recursos ocorreu durante anos e poderia ter sido identificada por meio da confer\u00eancia adequada dos documentos cont\u00e1beis e extratos banc\u00e1rios.<\/p><p>Ex-prefeito \u00e9 exclu\u00eddo da responsabiliza\u00e7\u00e3o<\/p><p>Um dos pontos de destaque do julgamento foi a <strong>exclus\u00e3o da responsabilidade do ex-prefeito Manoel da Silva Ribeiro<\/strong>, falecido em 2025. Ap\u00f3s&nbsp; an\u00e1lise do caso, o Tribunal concluiu que n\u00e3o ficou comprovada participa\u00e7\u00e3o direta dele no esquema, nem benef\u00edcio financeiro decorrente dos desvios.<\/p><p>Os conselheiros entenderam que os preju\u00edzos resultaram de a\u00e7\u00f5es praticadas diretamente pela ent\u00e3o tesoureira e pelos benefici\u00e1rios das transfer\u00eancias, sem provas de que o prefeito tivesse conhecimento da fraude ou condi\u00e7\u00f5es concretas de identific\u00e1-la durante sua ocorr\u00eancia.<\/p><p>Com isso, tamb\u00e9m foram exclu\u00eddos da obriga\u00e7\u00e3o de ressarcimento os herdeiros do ex-prefeito.<\/p><p>Processo \u00e9 encerrado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tesoureira falecida<\/p><p>A ent\u00e3o tesoureira apontada como principal respons\u00e1vel pelos desvios, M\u00edrian Val\u00e9ria Gama de Lima Feres, faleceu em mar\u00e7o de 2021, antes mesmo da abertura formal da tomada de contas especial.<\/p><p>Por essa raz\u00e3o, o Tribunal entendeu que n\u00e3o seria poss\u00edvel garantir a seus herdeiros o pleno direito de defesa sobre fatos atribu\u00eddos exclusivamente \u00e0 ex-servidora. Assim, o processo foi encerrado em rela\u00e7\u00e3o a ela, sem an\u00e1lise do m\u00e9rito.<\/p><p>Ao final, a Segunda C\u00e2mara julgou as contas irregulares, reconhecendo a exist\u00eancia de dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico municipal.<\/p><p>Para o relator Gilberto Diniz, ficou comprovado que recursos da prefeitura de Ressaquinha foram desviados para fins particulares, causando preju\u00edzo aos cofres p\u00fablicos e exigindo a responsabiliza\u00e7\u00e3o de quem efetivamente recebeu os valores e se beneficiou das transfer\u00eancias irregulares.<\/p><p>Al\u00e9m da determina\u00e7\u00e3o de ressarcimento e da multa aplicada, o Tribunal comunicar\u00e1 a decis\u00e3o \u00e0 Justi\u00e7a de Barbacena, onde tramitam a\u00e7\u00f5es c\u00edvel e criminal relacionadas ao caso.&nbsp;<\/p><p>Da decis\u00e3o, cabe recurso.&nbsp;<\/p><p><strong>Fonte: TCE-ES<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TCE determina devolu\u00e7\u00e3o de R$ 994 mil aos cofres de Ressaquinha ap\u00f3s desvio de recursos p\u00fablicos<br \/>\nA Segunda C\u00e2mara do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) determinou que dois benefici\u00e1rios de transfer\u00eancias irregulares devolvam cerca de quase R$ 1 milh\u00e3o aos cofres da Prefeitura de Ressaquinha, na Zona da Mata Mineira. 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