{"id":6004,"date":"2024-11-29T18:03:48","date_gmt":"2024-11-29T21:03:48","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=6004"},"modified":"2024-11-29T18:03:50","modified_gmt":"2024-11-29T21:03:50","slug":"derrubada-decisao-que-impedia-demarcacao-de-quilombo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/derrubada-decisao-que-impedia-demarcacao-de-quilombo\/","title":{"rendered":"Derrubada decis\u00e3o que impedia demarca\u00e7\u00e3o de quilombo"},"content":{"rendered":"<p><em>STJ acatou recurso da AGU e admitiu que n\u00e3o h\u00e1 prazo para desapropria\u00e7\u00e3o em caso de demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rio quilombola<\/em><\/p><figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6005\" style=\"width:840px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Prefeitura Municipal de Nossa Senhora do Livramento\/MT<br><\/figcaption><\/figure><p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) obteve, na ter\u00e7a-feira (26\/11), uma expressiva vit\u00f3ria no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que representa um passo importante em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 demarca\u00e7\u00e3o do Territ\u00f3rio Quilombola Mata Cavalo, no munic\u00edpio de Nossa Senhora do Livramento, no Mato Grosso. Ao julgar favoravelmente Recurso Especial da AGU na a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o para regulariza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, o tribunal reconheceu que os prazos de caducidade previstos em normas gerais de desapropria\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplicam a casos de demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios quilombolas. A decis\u00e3o favorece este e outros processos de demarca\u00e7\u00e3o conduzidos pelo Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra).<\/p><p>\u201cA grande novidade deste julgamento \u00e9 a virada de jurisprud\u00eancia sobre a mat\u00e9ria na Primeira Turma do STJ, que passou a afastar a aplica\u00e7\u00e3o do instituto da caducidade, prevista em normas gerais de desapropria\u00e7\u00e3o, das desapropria\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios quilombolas devidamente reconhecidos\u201d, afirmou o Procurador Federal Felipe Beltr\u00e3o Fallot, integrante do N\u00facleo de Atua\u00e7\u00e3o Priorit\u00e1ria da Subprocuradoria Federal de Contencioso da AGU.<\/p><p>Atuando em nome do Incra, a AGU apresentou recurso ao STJ frente \u00e0 decis\u00e3o anterior do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o, que havia considerado esgotado o prazo legal para a desapropria\u00e7\u00e3o, com base na Lei n\u00ba 4.132\/1962.<\/p><p>A AGU argumentou que o direito de propriedade das comunidades quilombolas decorre diretamente do artigo 68 do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, cabendo ao Estado a obriga\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de emitir os t\u00edtulos de propriedade.<\/p><p>Ao mesmo tempo, segundo argumenta\u00e7\u00e3o da AGU, o artigo 17 do Decreto n\u00ba 4.887\/2003 afirma que, quando o territ\u00f3rio quilombola reconhecido incide sobre \u00e1rea de propriedade particular, os im\u00f3veis privados devem ser desapropriados, para que o t\u00edtulo de propriedade seja registrado em nome das associa\u00e7\u00f5es legalmente constitu\u00eddas para representar a comunidade.<\/p><p>Com base na combina\u00e7\u00e3o entre o artigo 68 do ADCT e o Decreto n\u00ba 4.887\/2003, que n\u00e3o preveem qualquer prazo de caducidade para a realiza\u00e7\u00e3o da desapropria\u00e7\u00e3o, a AGU conseguiu reverter a decis\u00e3o anterior na defesa do direito de propriedade das comunidades quilombolas sobre as terras que ocupam.<\/p><p>Segundo o Procurador Federal Felipe Fallot, \u201ca tese defendida assegura o imp\u00e9rio da lei, impedindo que seja aplicada uma norma geral ao caso concreto, que recebeu do constituinte um tratamento diferenciado, e que \u00e9 regido por normas espec\u00edficas\u201d.<\/p><p>A tese foi acolhida pela Primeira Turma do STJ, por unanimidade, nos termos do voto do ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, relator do Recurso Especial n\u00ba 2.000.449\/MT.<\/p><p><strong>Fonte: Assessoria Especial de Comunica\u00e7\u00e3o Social da AGU<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) obteve, na ter\u00e7a-feira (26\/11), uma expressiva vit\u00f3ria no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que representa um passo importante em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 demarca\u00e7\u00e3o do Territ\u00f3rio Quilombola Mata Cavalo, no munic\u00edpio de Nossa Senhora do Livramento, no Mato Grosso. 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