{"id":7589,"date":"2025-01-31T16:24:43","date_gmt":"2025-01-31T19:24:43","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=7589"},"modified":"2025-01-31T16:24:44","modified_gmt":"2025-01-31T19:24:44","slug":"justica-determina-danos-morais-coletivos-e-demolicao-de-edificacoes-em-area-ecologicamente-sensivel-no-paranoa-df","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/justica-determina-danos-morais-coletivos-e-demolicao-de-edificacoes-em-area-ecologicamente-sensivel-no-paranoa-df\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a determina danos morais coletivos e demoli\u00e7\u00e3o de edifica\u00e7\u00f5es em \u00e1rea ecologicamente sens\u00edvel no Parano\u00e1\/DF"},"content":{"rendered":"<p>A Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundi\u00e1rio do DF condenou a Associa\u00e7\u00e3o de Propriet\u00e1rios e Moradores do Setor de Ch\u00e1caras Colombo Cerqueira e outros r\u00e9u por&nbsp;<strong>parcelamento irregular do solo em \u00e1rea ecologicamente sens\u00edvel e danos ao meio ambiente<\/strong>. Al\u00e9m de outras san\u00e7\u00f5es, a decis\u00e3o fixou o pagamento por danos morais coletivos, no valor de R$ 500 mil.<\/p><p>O pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Distrito Federal e Territ\u00f3rios (MOPFT) visa impedir a expans\u00e3o de parcelamentos irregulares no N\u00facleo Rural Desembargador Colombo Cerqueira, no Parano\u00e1\/DF. De acordo com o processo, o<strong>&nbsp;im\u00f3vel parcelado e vendido por um dos r\u00e9us \u00e9 fundamental para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental&nbsp;<\/strong>e abriga diversas esp\u00e9cies de plantas e animais. O MPDFT acrescenta que a a\u00e7\u00e3o no local provoca danos significativos ao meio ambiente, como desmatamento, eros\u00e3o do solo, polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e outros.<\/p><p>A defesa dos r\u00e9us afirma que n\u00e3o foi realizado parcelamento irregular do solo, tampouco que h\u00e1 dano ambiental. Sustenta que o local \u00e9 utilizado apenas como moradia e para a subsist\u00eancia familiar. O MPDFT, por sua vez, ressalta que per\u00edcia realizada no local constatou a presen\u00e7a de v\u00e1rias constru\u00e7\u00f5es residenciais, algumas em alvenaria, al\u00e9m de cercas e estradas. No entanto, a per\u00edcia tamb\u00e9m observou que essas&nbsp;<strong>modifica\u00e7\u00f5es no local caracterizam o processo de ocupa\u00e7\u00e3o e fracionamento da \u00e1rea, o que provoca impactos ambientais e urban\u00edsticos.<\/strong><\/p><p>Ao julgar o caso, o Juiz explica que o dano ambiental tratado no processo consiste no&nbsp;<strong>parcelamento, ocupa\u00e7\u00e3o massiva e instala\u00e7\u00e3o de edifica\u00e7\u00f5es no im\u00f3vel destinado \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de parque ecol\u00f3gico<\/strong>&nbsp;e que<strong>&nbsp;<\/strong>o fato lesivo est\u00e1 \u201csuficientemente comprovado\u201d. Esclarece que a mera considera\u00e7\u00e3o de a \u00e1rea ecologicamente sens\u00edvel ter sido modificada sem autoriza\u00e7\u00e3o legal \u201cj\u00e1 representa grav\u00edssimo dano ambiental em si mesmo\u201d, declarou na senten\u00e7a.<\/p><p>Al\u00e9m disso, o magistrado pontua que, muito al\u00e9m do aspecto ambiental, \u00e9 evidente que o<strong>&nbsp;parcelamento foi realizado de modo criminoso e as edifica\u00e7\u00f5es erguidas de forma clandestina<\/strong>. Por fim, ao admitir que utilizam a \u00e1rea de intensa sensibilidade ambiental para moradia, os r\u00e9us confessam a pr\u00e1tica de degrada\u00e7\u00e3o ambiental il\u00edcita.<\/p><p>Portanto, \u201cConstatado o&nbsp;<strong>dano ambiental por ato il\u00edcito<\/strong>, emerge a responsabilidade civil aquiliana de repar\u00e1-lo integralmente, sem preju\u00edzo das responsabilidades administrativa e criminal respectivas, eis que \u00e9 tr\u00edplice a responsabilidade decorrente do dano ambiental\u201d, afirma.<\/p><p>Al\u00e9m dos danos morais coletivos, os r\u00e9us foram condenados a se absterem de realizar quaisquer atividades ambientalmente lesivas na \u00e1rea da demanda;&nbsp;<strong>desocupar e demolir todas as edifica\u00e7\u00f5es estabelecidas no local, no prazo de 60 dias<\/strong>; restaurar a \u00e1rea ocupada ao seu estado natural, em conformidade com o Plano de Restaura\u00e7\u00e3o de \u00c1reas Degradadas (PRAD), a ser apresentado por autoridade ambiental, para aprova\u00e7\u00e3o em 90 dias e execu\u00e7\u00e3o em 180 dias, sob pena de multa de R$ 50 mil, por dia de atraso; e indenizar os danos materiais irrecuper\u00e1veis, causados ao meio ambiente e que por ventura sejam constatados no PRAD.<\/p><p><strong>Cabe recurso&nbsp;<\/strong>da decis\u00e3o.<\/p><p><a href=\"https:\/\/pje-consultapublica.tjdft.jus.br\/consultapublica\/ConsultaPublica\/listView.seam\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">Acesse o PJe1 e acompanhe o processo:<\/a>&nbsp;0707404-06.2021.8.07.0018<\/p><p><strong>Fonte: TJDFT<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundi\u00e1rio do DF condenou a Associa\u00e7\u00e3o de Propriet\u00e1rios e Moradores do Setor de Ch\u00e1caras Colombo Cerqueira e outros r\u00e9u por\u00a0parcelamento irregular do solo em \u00e1rea ecologicamente sens\u00edvel e danos ao meio ambiente. 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