{"id":8020,"date":"2025-02-17T16:58:14","date_gmt":"2025-02-17T19:58:14","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=8020"},"modified":"2025-02-17T16:58:15","modified_gmt":"2025-02-17T19:58:15","slug":"stf-decide-que-autor-da-acao-deve-comprovar-falha-na-fiscalizacao-de-contratos-de-terceirizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/stf-decide-que-autor-da-acao-deve-comprovar-falha-na-fiscalizacao-de-contratos-de-terceirizacao\/","title":{"rendered":"STF decide que autor da a\u00e7\u00e3o deve comprovar falha na fiscaliza\u00e7\u00e3o de contratos de terceiriza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica s\u00f3 tem responsabilidade subsidi\u00e1ria se for provada sua neglig\u00eancia<\/em><\/p><p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, para fins de responsabiliza\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico, a obriga\u00e7\u00e3o de provar se houve falha na fiscaliza\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas de prestadora de servi\u00e7os contratada \u00e9 da parte autora da a\u00e7\u00e3o (empregado, sindicato ou Minist\u00e9rio P\u00fablico). Tamb\u00e9m cabe a quem entra na Justi\u00e7a provar que a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica tinha conhecimento da situa\u00e7\u00e3o irregular e n\u00e3o adotou provid\u00eancia para san\u00e1-la.<\/p><p>Para a maioria do Plen\u00e1rio, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica s\u00f3 pode ser responsabilizada por encargos trabalhistas n\u00e3o cumpridos pela empresa terceirizada se for comprovada neglig\u00eancia na fiscaliza\u00e7\u00e3o do contrato, e n\u00e3o de forma autom\u00e1tica. \u00c9 considerada neglig\u00eancia a situa\u00e7\u00e3o em que a administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o tomar nenhuma medida ap\u00f3s ser notificada formalmente, pelo empregado ou pelo ente que o represente, de que a prestadora de servi\u00e7os est\u00e1 descumprindo suas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p><p>A decis\u00e3o foi tomada nesta quinta-feira (13), no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6048634\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(RE) 1298647<\/a><\/strong>, com repercuss\u00e3o geral (Tema 1118). No recurso, o Estado de S\u00e3o Paulo questionava decis\u00e3o do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que o responsabilizou de forma subsidi\u00e1ria por parcelas devidas a um trabalhador contratado por uma empresa prestadora de servi\u00e7o.<\/p><h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Comprova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h5><p>Prevaleceu o voto do relator, ministro Nunes Marques, com ajustes propostos por outros ministros. A corrente vencedora relembrou que a jurisprud\u00eancia do Supremo j\u00e1 afasta a responsabiliza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e condiciona sua condena\u00e7\u00e3o a prova inequ\u00edvoca de sua falha na fiscaliza\u00e7\u00e3o dos contratos de terceiriza\u00e7\u00e3o. Para a maioria do Tribunal, a obriga\u00e7\u00e3o de provar essa falha \u00e9 de quem aciona a Justi\u00e7a.<\/p><p>Segundo o relator, os atos administrativos s\u00e3o presumidamente v\u00e1lidos, legais e leg\u00edtimos, e s\u00f3 podem ser contestados se houver a comprova\u00e7\u00e3o id\u00f4nea de irregularidade.<\/p><p>Acompanharam o relator a ministra C\u00e1rmen L\u00facia e os ministros Lu\u00eds Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Gilmar Mendes.<\/p><h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Diverg\u00eancia<\/strong><\/h5><p>Ficaram vencidos os ministros Edson Fachin e Dias Toffoli, que entendem que \u00e9 dever do tomador do servi\u00e7o provar que fiscalizou, e Fl\u00e1vio Dino e Cristiano Zanin, que defendem caber ao juiz da a\u00e7\u00e3o determinar, caso a caso, quem ter\u00e1 o \u00f4nus da prova.<\/p><p>A tese de repercuss\u00e3o geral firmada foi a seguinte:<\/p><p>. N\u00e3o h\u00e1 responsabilidade subsidi\u00e1ria da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica por encargos trabalhistas gerados pelo inadimplemento de empresa prestadora de servi\u00e7os contratada, se amparada exclusivamente na premissa da invers\u00e3o do \u00f4nus da prova, remanescendo imprescind\u00edvel a comprova\u00e7\u00e3o, pela parte autora, da efetiva exist\u00eancia de comportamento negligente ou nexo de causalidade entre o dano por ele invocado e a conduta comissiva ou omissiva do poder p\u00fablico.<\/p><p>. Haver\u00e1 comportamento negligente quando a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica permanecer inerte ap\u00f3s o recebimento de notifica\u00e7\u00e3o formal de que a empresa contratada est\u00e1 descumprindo suas obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas enviada pelo trabalhador, sindicato, Minist\u00e9rio do Trabalho, Minist\u00e9rio P\u00fablico, Defensoria P\u00fablica ou outro meio id\u00f4neo.<\/p><p>. Constitui responsabilidade da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica garantir as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, higiene e salubridade dos trabalhadores quando o trabalho for realizado em suas depend\u00eancias ou local previamente convencionado em contrato, nos termos do artigo 5\u00ba-A, \u00a7 3\u00ba, da Lei 6.019\/1974.<\/p><p>. Nos contratos de terceiriza\u00e7\u00e3o, a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica dever\u00e1: (i) exigir da contratada a comprova\u00e7\u00e3o de capital social integralizado compat\u00edvel com o n\u00famero de empregados, na forma do art. 4\u00ba-B da Lei n\u00ba 6.019\/1974; e (ii) adotar medidas para assegurar o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas pela contratada, na forma do art. 121, \u00a7 3\u00ba, da Lei n\u00ba 14.133\/2021, tais como condicionar o pagamento \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o de quita\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas do m\u00eas anterior.<\/p><p><strong>Fonte: STF<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, para fins de responsabiliza\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico, a obriga\u00e7\u00e3o de provar se houve falha na fiscaliza\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas de prestadora de servi\u00e7os contratada \u00e9 da parte autora da a\u00e7\u00e3o (empregado, sindicato ou Minist\u00e9rio P\u00fablico). 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