{"id":9063,"date":"2025-03-07T17:51:15","date_gmt":"2025-03-07T20:51:15","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=9063"},"modified":"2025-03-07T17:51:16","modified_gmt":"2025-03-07T20:51:16","slug":"tribunais-de-contas-podem-julgar-prefeitos-que-ordenam-despesas-decide-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/tribunais-de-contas-podem-julgar-prefeitos-que-ordenam-despesas-decide-stf\/","title":{"rendered":"Tribunais de contas podem julgar prefeitos que ordenam despesas, decide STF"},"content":{"rendered":"<p><em>Supremo invalidou decis\u00f5es judiciais que haviam derrubado puni\u00e7\u00e3o das cortes de contas a gestores municipais<\/em><\/p><p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que os tribunais de contas t\u00eam compet\u00eancia para julgar as contas de prefeitos que acumulem a fun\u00e7\u00e3o de \u201cordenadores de despesa\u201d. Para a Corte, uma vez constatadas irregularidades, \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m condenar os gestores municipais ao pagamento de multa e \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o do dinheiro aos cofres p\u00fablicos.<\/p><p>A decis\u00e3o foi tomada na Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6424315\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(ADPF) 982<\/a><\/strong>, movido pela Associa\u00e7\u00e3o dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e julgada na sess\u00e3o virtual encerrada em 21 de fevereiro. O STF tamb\u00e9m decidiu anular as decis\u00f5es judiciais n\u00e3o definitivas (em que ainda cabem recursos) que tenham invalidado julgamentos dos Tribunais de Contas com puni\u00e7\u00f5es a prefeitos, desde que a pena imposta n\u00e3o tenha car\u00e1ter eleitoral (nesse caso, a compet\u00eancia \u00e9 do Legislativo local).<\/p><h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Risco de esvaziamento<\/strong><\/h5><p>Conforme a legisla\u00e7\u00e3o, a fun\u00e7\u00e3o de ordenador de despesa \u00e9 exercida por qualquer autoridade p\u00fablica com poder para emitir empenhos ou autorizar pagamentos.<\/p><p>Para o relator, ministro Fl\u00e1vio Dino, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal reconhece os tribunais de contas como \u00f3rg\u00e3os aut\u00f4nomos e com autoridade t\u00e9cnica para fazer o controle externo do poder p\u00fablico. Segundo ele, tirar sua compet\u00eancia para punir prefeitos em caso de m\u00e1 gest\u00e3o de recursos levaria a um \u201cinevit\u00e1vel esvaziamento\u201d do controle externo sobre entes pol\u00edticos cujos chefes do Poder Executivo assumam pessoalmente a fun\u00e7\u00e3o de ordenar despesas.<\/p><p>Em seu voto, Dino fez uma diferencia\u00e7\u00e3o desses casos com os julgamentos de contas de governo prestadas anualmente por prefeitos e que s\u00e3o relacionadas com a execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria total. Nesta situa\u00e7\u00e3o, cabe ao Poder Legislativo fazer a avalia\u00e7\u00e3o e o julgamento pol\u00edtico a partir de um parecer do tribunal de contas. Eventuais san\u00e7\u00f5es podem ter consequ\u00eancias eleitorais, com o reconhecimento da inelegibilidade.<\/p><p>Nos casos em que exerce a fun\u00e7\u00e3o de ordenador de despesas, o prefeito deve prestar contas relacionadas com o gerenciamento patrimonial do munic\u00edpio (presta\u00e7\u00e3o de contas de gest\u00e3o), e sua regularidade ser\u00e1 julgada definitivamente pelo tribunal de contas.<\/p><h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tese<\/strong><\/h5><p>A tese de repercuss\u00e3o geral fixada foi a seguinte:<\/p><p>\u201c(I) Prefeitos que ordenam despesas t\u00eam o dever de prestar contas, seja por atuarem como respons\u00e1veis por dinheiros, bens e valores p\u00fablicos da administra\u00e7\u00e3o, seja na eventualidade de darem causa a perda, extravio ou outra irregularidade que resulte em preju\u00edzo ao er\u00e1rio;<\/p><p>(II) Compete aos Tribunais de Contas, nos termos do art. 71, II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, o julgamento das contas de Prefeitos que atuem na qualidade de ordenadores de despesas;<\/p><p>(III) A compet\u00eancia dos Tribunais de Contas, quando atestada a irregularidade de contas de gest\u00e3o prestadas por Prefeitos ordenadores de despesa, se restringe \u00e0 imputa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bito e \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es fora da esfera eleitoral, independentemente de ratifica\u00e7\u00e3o pelas C\u00e2maras Municipais, preservada a compet\u00eancia exclusiva destas para os fins do art. 1\u00ba, inciso I, al\u00ednea g, da Lei Complementar n\u00ba 64\/1990\u201d.<\/p><p><strong>Fonte: STF<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que os tribunais de contas t\u00eam compet\u00eancia para julgar as contas de prefeitos que acumulem a fun\u00e7\u00e3o de \u201cordenadores de despesa\u201d. 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