{"id":9810,"date":"2025-03-31T15:26:32","date_gmt":"2025-03-31T18:26:32","guid":{"rendered":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/?p=9810"},"modified":"2025-03-31T15:26:34","modified_gmt":"2025-03-31T18:26:34","slug":"repetitivo-define-que-iptu-e-obrigacao-do-devedor-fiduciante-ate-o-banco-ser-imitido-na-posse-do-imovel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/repetitivo-define-que-iptu-e-obrigacao-do-devedor-fiduciante-ate-o-banco-ser-imitido-na-posse-do-imovel\/","title":{"rendered":"Repetitivo define que IPTU \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o do devedor fiduciante at\u00e9 o banco ser imitido na posse do im\u00f3vel"},"content":{"rendered":"<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), sob o rito dos recursos&nbsp;repetitivos&nbsp;(<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1158&amp;cod_tema_final=1158\">Tema 1.158<\/a>), fixou a tese de que&nbsp;&#8220;o credor fiduci\u00e1rio, antes da consolida\u00e7\u00e3o da propriedade e da&nbsp;imiss\u00e3o na posse&nbsp;do im\u00f3vel objeto da&nbsp;aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, n\u00e3o pode ser considerado sujeito passivo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), uma vez que n\u00e3o se enquadra em nenhuma das hip\u00f3teses previstas no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172.htm#art34\">artigo 34 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN)<\/a>&#8220;.<\/p><p>Com a defini\u00e7\u00e3o da tese jur\u00eddica, podem voltar a tramitar os processos individuais ou coletivos que discutem a mesma mat\u00e9ria e estavam suspensos na segunda inst\u00e2ncia ou no pr\u00f3prio STJ. O entendimento definido pela Primeira Se\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser observado pelos tribunais de todo o pa\u00eds na an\u00e1lise de casos semelhantes.&nbsp;<\/p><p>O processo julgado teve origem em execu\u00e7\u00e3o fiscal proposta pelo munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo contra um banco, com o objetivo de cobrar o IPTU incidente sobre im\u00f3vel que estava em&nbsp;aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria. O tribunal estadual reconheceu a&nbsp;ilegitimidade&nbsp;passiva da institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p><p>No recurso ao STJ, o munic\u00edpio sustentou que a&nbsp;aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria&nbsp;implica a efetiva transfer\u00eancia da propriedade para o credor e, se o banco optou por uma modalidade que acarreta a transfer\u00eancia de dom\u00ednio do bem, deveria se sujeitar ao pagamento das respectivas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\">Institui\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o tem inten\u00e7\u00e3o de ser dona do im\u00f3vel<\/h2><p>O relator do recurso&nbsp;repetitivo, ministro Teodoro Silva Santos, ressaltou que, no contrato de&nbsp;aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, o credor det\u00e9m apenas a propriedade resol\u00favel, indireta, do bem, para garantir o pagamento do financiamento, sem que haja o prop\u00f3sito de ser efetivamente o dono.<\/p><p>O ministro lembrou que, segundo a jurisprud\u00eancia do STJ, a posse do bem deve ser acompanhada da inten\u00e7\u00e3o de ser o seu dono (<em>animus<\/em>&nbsp;<em>domini<\/em>). Assim, os sujeitos elencados no artigo 34 do CTN s\u00e3o considerados contribuintes do IPTU por terem rela\u00e7\u00e3o direta e pessoal com o im\u00f3vel, ao contr\u00e1rio daquele que apenas det\u00e9m a posse prec\u00e1ria, como \u00e9 o caso do credor fiduci\u00e1rio.<\/p><p>De acordo com o relator, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art1367\">artigo 1.367 do C\u00f3digo Civil (CC)<\/a>&nbsp;estabelece que a propriedade fiduci\u00e1ria n\u00e3o se equipara \u00e0 propriedade plena. &#8220;Em virtude do seu car\u00e1ter resol\u00favel (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art1359\">artigo 1.359 do CC<\/a>), a propriedade do bem adquirido pelo devedor fiduciante \u00e9 transferida ao credor fiduci\u00e1rio sob condi\u00e7\u00e3o resolutiva&#8221;, completou.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\">Lei imp\u00f5e ao devedor a obriga\u00e7\u00e3o de pagar o imposto<\/h2><p>Teodoro Silva Santos afirmou que o devedor fiduciante \u00e9 quem deve responder pelo pagamento de encargos que recaiam sobre o im\u00f3vel, nos termos do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9514.htm#art27%C2%A78\">artigo 27, par\u00e1grafo 8\u00ba, da Lei 9.514\/1997<\/a>. Conforme enfatizou, essa responsabilidade continua at\u00e9 o momento em que o credor fiduci\u00e1rio for imitido na posse, quando o banco recebe a posse do im\u00f3vel por falta de pagamento.<\/p><p>Em 2023 \u2013 acrescentou o ministro \u2013, a nova reda\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9514.htm#art23\">artigo 23, par\u00e1grafo 2\u00ba, da Lei 9.514\/1997<\/a>&nbsp;imp\u00f4s expressamente ao devedor fiduciante a obriga\u00e7\u00e3o de arcar com o IPTU incidente sobre o bem.<\/p><p>&#8220;O credor fiduci\u00e1rio n\u00e3o pode ser considerado como contribuinte, uma vez que n\u00e3o ostenta a condi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio, de detentor do dom\u00ednio \u00fatil nem de possuidor com \u00e2nimo de dono, tampouco como respons\u00e1vel tribut\u00e1rio&#8221;, concluiu.<\/p><p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=301232652&amp;registro_numero=202102198666&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20250319&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 1.949.182<\/a>.<\/p><p>Esta not\u00edcia refere-se ao(s)\u00a0processo(s): <a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201949182\">REsp 1949182<\/a><\/p><p><strong>Fonte: STJ<\/strong><\/p>\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), sob o rito dos recursos\u00a0repetitivos\u00a0(Tema 1.158), fixou a tese de que\u00a0&#8220;o credor fiduci\u00e1rio, antes da consolida\u00e7\u00e3o da propriedade e da\u00a0imiss\u00e3o na posse\u00a0do im\u00f3vel objeto da\u00a0aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, n\u00e3o pode ser considerado sujeito passivo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), uma vez que n\u00e3o se enquadra em nenhuma das hip\u00f3teses previstas no\u00a0artigo 34 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN)&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"postBodyCss":"","postBodyMargin":[],"postBodyPadding":[],"postBodyBackground":{"backgroundType":"classic","gradient":""},"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[7933,3479,1285,7930,7928,1283,7927,7931,1281,5648,465,2179,915,2692,229,7932,230,7929],"class_list":["post-9810","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-alienacao-fiduciaria","tag-banco","tag-codigo-tributario-nacional","tag-consolidacao-da-propriedade","tag-credor-fiduciario","tag-ctn","tag-devedor-fiduciante","tag-imissao-na-posse","tag-imovel","tag-imposto-predial-e-territorial-urbano","tag-iptu","tag-obrigacao","tag-posse","tag-repetitivo","tag-stj","tag-sujeito-passivo","tag-superior-tribunal-de-justica","tag-tema-1158"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9810"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9810"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9810\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sgpsolucoes.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}