O Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) intensificou, nos últimos anos, as iniciativas de conservação, manejo e enriquecimento das áreas verdes de sua sede, localizada na zona oeste da capital. Com cerca de 16 mil m² de área verde, o TCMSP destaca-se por apresentar média a alta cobertura arbórea, arbustiva e arborescente, conforme mapeamentos oficiais divulgados pelo Sistema de Consulta do Mapa Digital da Cidade de São Paulo, a plataforma GeoSampa.
A vegetação significativa da Corte é protegida pela Lei Municipal 17.794/2022, que atribui ao proprietário e ao possuidor a responsabilidade pela conservação e manutenção desses espaços. Além de contribuir para o equilíbrio ambiental, as áreas verdes do Tribunal fornecem abrigo e alimentação para diversas espécies da fauna, como aves, abelhas sem ferrão, saruês e saguis, que habitam ou visitam regularmente o local.
Um levantamento realizado pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), em junho de 2025, identificou a presença de diversas espécies de avifauna nas áreas verdes do TCMSP. O resultado desse estudo está disponível na plataforma eBird, no endereço: https://ebird.org/checklist/S249914102.
Ajardinamento, paisagismo e manejo sustentável
Desde o final de 2022, o TCMSP passou a contar com contrato específico para manutenção e conservação das áreas verdes, paisagismo e poda de árvores. Esse serviço permitiu a limpeza, o despraguejamento e a reorganização dos jardins, preparando o solo para novos plantios e enriquecendo os canteiros com espécies nativas e exóticas, doadas pelos Viveiros Municipais Manequinho Lopes, Arthur Etzel e Harry Blossfeld.
O trabalho de preparo e enriquecimento do solo foi reforçado com a doação de composto orgânico do Viveiro Manequinho Lopes e a reativação da compostagem interna, utilizando resíduos provenientes dos serviços de jardinagem. O minhocário do Tribunal também foi revitalizado, com colaboração da equipe do restaurante para alimentação das minhocas californianas, gerando biofertilizante e húmus para uso nas áreas verdes.
A escolha das espécies para o ajardinamento prioriza mudas nativas de São Paulo, mais resistentes e adaptadas ao clima local, além de demandarem menor manutenção. Em 2025, foram recebidas e plantadas 14.500 mudas de 62 espécies diferentes, distribuídas entre canteiros, jardins e áreas de circulação, com foco na diversificação de alimento e abrigo para animais silvestres.
O manejo da vegetação de porte arbóreo segue rigorosos critérios técnicos, com avaliações de risco conforme normas da ABNT, laudos fitossanitários e autorização dos órgãos ambientais para remoção de exemplares secos ou com risco de queda. Até o momento, foram identificados 558 exemplares vivos de árvores e palmeiras, todos numerados para facilitar o monitoramento. As árvores removidas estão sendo substituídas por espécies nativas paulistanas, como pau-brasil, ipê-roxo, sibipiruna, pau-ferro, jaboticabeira, pitangueira e suinã.
Durante os trabalhos de manejo, foram identificadas colônias de abelhas nativas sem ferrão, como jataí, iraí, mirim e tubuna, abrigadas em árvores e edificações do TCMSP. O manejo dessas árvores priorizou a preservação dos troncos e a proteção das colônias, preenchendo cavidades com barro para evitar danos causados pelas chuvas. A escolha das espécies vegetais também considera recursos florais e locais de nidificação para polinizadores, fundamentais para a reprodução das plantas e a manutenção da biodiversidade.
O TCMSP reforça que o manejo de abelhas nativas sem ferrão segue a legislação ambiental vigente, com autorização do órgão competente, conforme a Resolução SIMA nº 11/2021.
As ações do TCMSP nas áreas verdes visam não apenas a conservação da vegetação e da fauna silvestre, mas também a promoção da educação ambiental entre servidores e visitantes. O Tribunal segue ampliando o levantamento cadastral das espécies presentes e investindo em programas de manejo sustentável, reafirmando seu compromisso com a preservação ambiental e o bem-estar da comunidade.
Fonte: TCMSP








