ARTIGO: Securitização da dívida ativa como instrumento para o incremento da arrecadação – Parte I

* Maxwell Borges de Moura Vieira

“Com a entrada em vigor da LC 208/24, que introduziu o art. 39-A nas Normas Gerais de Direito Financeiro (lei 4.320/1964), a securitização de créditos públicos passou a ocupar posição de destaque no debate travado entre gestores públicos, agentes de mercado e estudiosos do tema. Este é o primeiro de dois artigos que buscam contribuir para esse debate, no âmbito desta coluna dedicada a examinar temas afetos aos Tribunais de Contas.

Em termos gerais, a securitização de recebíveis desenvolve-se em duas etapas sucessivas. Na primeira, a pessoa jurídica titular de uma carteira de créditos inadimplidos, vencidos ou vincendos cede onerosamente tais direitos a outra pessoa jurídica ou a um FIDC – fundo de investimento em direitos creditórios, usualmente estruturado como VPE – veículo de propósito específico. Na segunda etapa, o cessionário emite valores mobiliários – tradicionalmente, debêntures ou cotas – lastreados nos ativos anteriormente transferidos, os quais serão remunerados e resgatados segundo condições predeterminadas, na medida em que os devedores originários adimplam os créditos cedidos.”¹

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Fonte: TCE-SP

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